5 tendências para o varejo de material de construção

31/01/2018

Apesar das dificuldades econômicas na maioria dos mercados, as vendas do varejo de material de construção registraram alta em 2017. Nadando contra as consequências da instabilidade econômica que abalou vários setores do País nos últimos dois anos, foi registrada a alta de 4,5% nas vendas, de acordo com a Anamaco.

Os números apontam para um crescimento observado com expectativa. Na área de venda de materiais para a construção civil, tendências surgem a cada ano determinando novos passos para os gestores alinhados aos movimentos da indústria.

Você, que empreende um negócio voltado para a construção e deseja impulsionar o crescimento gerando mais receita, precisa caminhar lado a lado com a evolução do mercado. Caso contrário, o desinteresse poderá resultar na falta de clientes pela desatualização, que só trará prejuízos financeiros para a empresa.

Se você não sabe onde descobrir mais sobre tendências no varejo de materiais de construção, não precisa se preocupar. Neste artigo, você ficará por dentro dos modelos mais promissores para os próximos meses. Acompanhe!

1. Produtos reciclados
Falar sobre o comportamento do consumidor brasileiro ainda significa tocar nos efeitos econômicos do País. Afinal, a forma de comprar foi bastante alterada, abrindo portas para um crescimento do consumo de produtos reciclados ou usados. Os itens reciclados com aparência nova roubam a cena cada vez mais. De olho nisso, o setor tem concentrado esforços no investimento de práticas sustentáveis, como a gestão de resíduos nas obras.

Além da ampla promoção para favorecer a utilização de materiais ecológicos, há um alto número de construtoras se engajando em projetos em prol da eficiência energética e do uso de recursos naturais. A abordagem sustentável prova que, no meio de uma conjuntura complicada, sempre é possível enxergar oportunidades quando há problemas não solucionados.

Dessa forma, a venda de itens reciclados tem sido fomentada por uma nova visão de mundo que vai se alastrando aos poucos entre os brasileiros. Trata-se de um conceito mais voltado para a automatização de serviços e construção de novos sistemas multimodais e de distribuição nas cidades. É o reflexo de um consumo mais consciente que se expandirá durante os meses em diante.

2. Lojas antenadas às tecnologias
Não há dúvidas de que a tecnologia finalmente chegou para trazer uma mudança radical tanto no setor de construção civil quanto no comércio de materiais. Empreendedores com os olhos mais abertos estão antenados a esse fato, apostando suas fichas! As soluções tecnológicas oferecidas no mercado prometem mais facilidade para as operações, otimizando processos e aumentando o nível de satisfação do cliente.

São diversas as opções disponíveis: vão desde o momento em que o cliente pode encontrar uma representação da sua loja física na internet, comentar ou avaliar notas, até decidir passar pela experiência de comprar com você. Um ponto que vale a pena ressaltar é a qualidade do atendimento que, como nunca antes, se tornou capaz de definir o rumo dos varejistas. 

O avanço dos e-commerces e das redes sociais possibilita que o consumidor vá até a loja física munido de informações sobre o item que deseja adquirir. Sendo assim, ele não tende a fazer tantas perguntas como antes, tomando decisões baseadas no que ele aprendeu online sobre o produto ou serviço. Por sua vez, os vendedores precisam vestir a camisa de embaixador das marcas proporcionando uma ótima experiência no ato da compra e corrigindo as informações equivocadas acerca das mercadorias. Poucos lojistas se mostram, de fato, prontos e dispostos a isso.

3. Atacarejo
A criação de novos nichos de mercado possibilitou o surgimento de um formato recente no setor: o atacarejo. A combinação costuma ligar os conceitos de autosserviço com o famoso “pague & leve”. Dessa forma, independentemente da quantidade comprada, o consumidor final se autoatende, paga os produtos à vista e os retira por si só. O público do atacarejo são compradores de lojas de materiais de construção ou mesmo consumidores que estejam construindo ou reformando sem a intervenção de construtoras.

O projeto principal (que atende a um público segmentado) se resume a uma grande loja sem a figura de vendedor atuando. Os únicos funcionários presentes são os responsáveis pela reposição, limpeza e operação dos caixas.4. Inovação no orçamentoNinguém gosta de passar horas calculando os produtos necessários para fazer uma determinada obra, levando em conta todos os preços e negociações.

Essa atividade longa e complicada está na mira dos empreendedores, uma vez que buscam identificar os problemas para encontrar soluções prósperas.A transparência e agilidade com o orçamento foi uma preocupação do setor em 2017 e continuará percorrendo os próximos meses. Os lojistas têm percebido que quanto mais tranquilos seus clientes estiverem no cálculo das compras, mais confiança será depositada na empresa.

5. Integração de serviços
O mercado de reforma permanece aquecido durante o ano inteiro no Brasil, porque o País é formado por uma média de 200 milhões de residências instáveis. Isso significa que elas sobrevivem bem até o momento em que vão demandar leves reparos. Uma hora ou outra, esse fato acontece na grande maioria das casas por conta do uso e desgaste natural. Com isso, a concorrência no setor de varejo de materiais de construção aumenta, obrigando que as empresas busquem diferenciais relevantes diante da clientela. Uma das possibilidades mais encaradas ultimamente é o oferecimento de um serviço completo capaz de ir além da mera venda de produtos. Estamos falando de agregar tarefas como a entrega de produtos sem custo e treinamentos grátis abordando dicas de reformas e uso de materiais.

Com o aumento da oferta de capacitações a distância para funcionários da construção civil, o problema da falta de profissionais qualificados tem sido resolvido aos poucos, melhorando o cenário do setor.Para aderir a essa tendência, é necessário fazer as contas e pensar de forma estratégica. Sua oferta para o cliente precisa ser a mais tentadora possível dentro da realidade do seu empreendimento.

Estudar um comércio espaçoso e amplamente distribuído como o de materiais de construção não é fácil. Projetar o futuro desse mercado é um desafio ainda mais exigente, porém, contra as claras tendências e números em destaque, não há argumentos.

Para ter um bom ano em seus negócios, não deixe de caprichar na escolha de fornecedores comprometidos e de boa procedência. Busque investir na qualificação contínua das suas equipes de trabalho prezando sempre pela instalação de boas práticas de gestão.

Se você gostou de conhecer melhor os segmentos mais promissores no varejo de material de construção, compartilhe em suas redes sociais ajudando a movimentar as informações sobre o setor.